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01.09.2017Milho em Chicago: sem nenhuma influência forte, mas reflexo de várias, futuros disparam mais de 12 pontos

Milho em Chicago: sem nenhuma influência forte, mas reflexo de várias, futuros disparam mais de 12 pontos

Milho em Chicago: sem nenhuma influência forte, mas reflexo de várias, futuros disparam mais de 12 pontos

 

Na última sessão do mês, os fundos e investidores independentes decidiram partir para um rally de compras do milho, depois de abrir uma quinta (31) que parecia repetir o marasmo de baixa dos últimos dias na Bolsa de Chicago (CBOT). Com nenhum fundamento a destacar, e na soma de vários indícios, os negociantes decidiram que não seria bom sair de um fim de semana prolongado (feriado segunda, 4,  nos EUA) sem uma proteção caso surja alguma novidade - ou então vão tentar liquidar nesta sexta mesmo.

A rigor, nenhum analista ouvido pelas agências internacionais e por Notícias Agrícolas foi incisivo sobre as variáveis que deram essa puxada de mais de 12 pontos em todos os contratos até maio de 2018.

O setembro terminou em US$ 3,42 e o dezembro em US$ 3,57.

Tudo junto e misturado, pode-se alinhar algumas influências:

- Ajuste financeiro depois de muito tempo de baixa, no que Deanna Hawthorne-Lahre, da StatFutures, classificou de “um salto sazonal e clássico para o final de agosto”.

- Ela também alertou que as vendas pesadas e finais do trigo poderiam estar ajudando os investidores trocarem posições para o milho.

- Há alguma expectativa quanto à produção de etanol que será conhecida semana próxima, podendo revelar estoques menores e, portanto, fortalecendo a demanda por milho, enquanto no reporte da demanda externa do USDA desta quinta não houve novidades.

- O furacão Harvey entrou nessa história dos grãos pela conta do petróleo em alta, com as refinarias bastante comprometidas na região do Golfo do México.

- De resto, a tempestade pode acarretar problemas nos embarques dos grãos pelos portos do Sul, além de comprometer o transporte multimodal em efeito cascata até as zonas produtoras.

Para Camilo Motter, da Granoeste Corretora, tudo isso tem um fundo de verdade, daí que os investidores resolveram trocaram de posições vendidas.

Futuros Brasil

Até o começo da tarde, sem referências, os futuros na BM&F Bovespa descia mais de 0,5%, mas com a guinada abrupta na CBOT os traders colaram suas operações e viraram a tabela.

E subiram relativamente bem para os padrões baixos de negócios da bolsa de mercadorias.

O contrato de setembro ficou em R$ 27,65, com variação de 1,65%, e o novembro foi a R$ 29,45, pela alta de 1,69%.

Milho disponível

No mercado físico, o milho disponível no balcão continuou mais um dia de pouca negociação.

“Produtores seguem retraídos e se mostram mais firmes nesta decisão na medida em que as previsões climáticas indicam ainda um longo período sem chuvas regulares”, avalia o analista da Granoeste, de Cascavel.

No Paraná, por exemplo, negócios mais pesados com reflexos nos preços só em Londrina, onde a saca subiu 2,86%, indo a R$ 18,00. Nas demais praças, apenas Pato Branco elevou o milho para R$ 18,60, indicando que a oferta lá é mais estreita.

No Mato Grosso, nada mudou em relação aos últimos dias: de R$ 11,00 em Sorriso a R$ 16,20 em Rondonópolis e R$ 16,00 em Tangará da Serra, para fecharmos em três das principais praças. 

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Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

 

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