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11.09.2017Após perdas históricas na última safra, produtores da Argentina ainda decidem por soja ou milho

Após perdas históricas na última safra, produtores da Argentina ainda decidem por soja ou milho

Após perdas históricas na última safra, produtores da Argentina ainda decidem por soja ou milho

 

Com 57,5 milhões de hectares, a safra de soja 2016/17 foi a segunda maior da história da Argentina - o recorde foi de 60,8 milhões de toneladas no ciclo 2014/15 - mas a primeira em termos de rendimentos.

Com 3190kg (53 sacas) por hectare, o rendimento médio nacional superou os 3170kg (52,8 sacas) registrados em 2015. Por outro lado, a área perdida pelos excessos hídricos na última safra é calculada em 1,15 milhões de hectares, a maior de todo o milênio.

Somente na região núcleo as perdas de superfície de soja por conta deste fenômeno passaram de uma média histórica de 1% a 3% para 9% em 2016/17.

O dado foi trazido por Cristian Russo, chefe da Guia Estratégica para o Agronegócio (GEA) da Bolsa de Comércio de Rosario (BCR). Russo destaca que, do total de hectares perdidos, 570 mil estavam localizados na zona núcleo, que é uma das áreas mais importantes para a produção do país. Contudo, o plantio de soja de segunda etapa (plantada após o trigo) cresceu de 8% a 13%.

A problemática dos excessos hídricos contunua a apavorar o setor e tem um efeito acumulativo. O especialista avalia que há um temor em torno da volta das chuvas superiores ao normal para esta safra, lembrando que a soja é mais sensível do que o milho.

Diante dos problemas, o especialista avalia que os produtores têm se mostrado proativos em resolver problemas de logística, como a disponibilidade de caminhos para colher a safra, além de realizar controles de pragas que servem tanto para a soja quanto para o milho, a fim de tomarem suas decisões mais adiante.

O plantio do milho de primeira etapa se inicia no mês de setembro na Argentina.

Tradução: Izadora Pimenta

Fonte: La Nación

 

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