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06.02.2018Após atingir menor patamar em três semanas, soja atrai compradores em Chicago

Após atingir menor patamar em três semanas, soja atrai compradores em Chicago

Após atingir menor patamar em três semanas, soja atrai compradores em Chicago

 

Após quatro sessões seguidas de baixa , a soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) busca fôlego no pregão noturno e tenta uma recuperação nesta terça-feira (06).

Por volta das 8h10 (Brasília) o vencimento março/18 trabalha cotado em US$ 9,75 por bushel, alta de 5,5 pts ,  enquanto o maio/18 é negociado a US$ 9,86 por bushel, subindo 5,25 pts. Soja agosto/18  tem valorização de 5,75 pts cotada a US$ 9,99 por bushel.

Depois de atingir o menor patamar de preços em três semanas, compradores em Chicago decidiram voltar aos negócios e aproveitar os preços baixos. 

Em entrevista ao Notícias Agrícolas o analista de mercado , Vlamir Brandalizze da Brandalizze Consulting  havia alertado que esse movimento poderia acontecer a medida que a cotação de março se aproximasse dos US$9,60 /bushel, patamar apontado por ele com  um piso para os preços em Chicago. Para o analista, o intervalo de negócios que era de US$9,80 a U$10,30 por bushel deve recuar  para US$ 9,60 e US$ 10,10 por bushel. 

 

No mercado de desta segunda-feira (05)  a pressão negativa veio da valorização do dólar perante as principais moedas com expectativa de aumento na taxa de juros dos EUA. A moeda americana encerrou o dia com alta de de 1 por cento  e perto do patamar de 3,25 reais no Brasil.

O clima na Argentina, por sua vez, perdeu um pouco da importância para os negócios em Chicago. Para Brandalizze, o mercado já assimilou as perdas argentinas e uma nova mudança no cenário só se justificaria com intensificação das irregularidades climáticas e novas perdas sendo computadas. 

Outro fator de ajuste para os preços é o relatório de oferta e demanda que deve ser divulgado na próxima quinta-feira (08) pelo USDA ( Departamento de Agricultura do EUA) . Brandalizze acredita que, embora o USDA seja conservador, a tendência é que aponte para uma redução de 2 a 3 milhões de toneladas para a safra argentina e um aumento de 1 milhão de toneladas para a safra brasileira, ajustando estoques mundiais que estavam positivos em função de uma oferta ligeiramente maior que a demanda.

Cotações no Brasil 

A colheita no Brasil deve se intensificar e atingir seu pico entre o final de fevereiro e o início de março. Ao contrário do ano passado, o início mais lento dos trabalhos no campo tem justificado uma cotação entre R$8,00 e R$10,00 por saca melhor que no início da colheita em 2017. Nos portos os preços sinalizados estão em torno de R$72,00/saca nesse momento, contra um valor entre R$63,00 e R$ 65,00 no ano passado. 

Segundo o analista, o produtor está mais cauteloso e deve negociar escalonadamente a soja, evitando pressão nos preços. Além disso, por se tratar de uma ano de eleições, onde a volatilidade do câmbio é muito comum, os produtores tendem a esperar para conferir as flutuações cambiais e aproveitar possíveis oportunidades a partir da valorização do dólar frente ao real. 

No interior, o dia foi de alta para as cotações em algumas praças como em Ubiratã e Cascavel no Paraná, que encerraram com valorização de 0,81% sobre os preços da sexta-feira (02). Em Mato Grosso o destaque ficou para Rondonópolis que teve alta de 1,13% , Campo Novo do Parecis que valorizou 0,9% e Itiquira com alta de 1,18%.

Em praças do MS, GO e no Oeste Baiano também foram registradas valorizações. Confira os preços e a evolução das cotações em várias  localidades do Brasil, clique aqui 

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Fonte: Notícias Agrícolas

 

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