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07.02.2018Em véspera de relatório do USDA, soja volta a operar em queda nesta 4ª feira em Chicago

Em véspera de relatório do USDA, soja volta a operar em queda nesta 4ª feira em Chicago

Em véspera de relatório do USDA, soja volta a operar em queda nesta 4ª feira em Chicago

 

Ao longo do pregão desta quarta-feira (7), os preços futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) voltaram a testar o lado negativo da tabela. Às 12h46 (horário de Brasília), os vencimentos da commodity exibiam quedas entre 2,75 e 3,25 pontos. O março/18 era cotado a US$ 9,83 por bushel e o maio/18 trabalhava a US$ 9,94 por bushel.

De acordo com informações das agências internacionais, os participantes do mercado se posicionam antes do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O boletim será reportado nesta quinta-feira (8).

A expectativa dos traders é que o departamento revise para cima a projeção da safra do Brasil nesta safra. Inclusive, nesta quarta-feira, o adido do USDA estimou a produção de soja do país em 112,5 milhões de toneladas.

Em sua última estimativa, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projetou a safra em 110,4 milhões de toneladas. Já a AgRural, estimou a produção em 116,2 milhões de toneladas.

Por outro lado, o comportamento do clima na Argentina segue no radar dos investidores. "A soja encontra sustentação nas preocupações sobre as chuvas previstas na Argentina no final de semana e também ao longo da próxima semana. Há especulações de que as precipitações não sejam suficientes para aliviar o estresse na cultura", destacou a agência.

Após um longo período sem chuvas e com altas temperaturas, a safra da Argentina já apresenta perdas, segundo destacam os órgãos oficiais. "Se as chuvas não chegarem, a safra poderia sofrer os efeitos e cair para 40 milhões de toneladas de soja nesta temporada", disse Eduardo Sierra, o principal assessor climático da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

Além disso, "o mercado têm algumas preocupações a curto prazo sobre o excesso de chuvas em algumas regiões do Brasil, que pode atrasar a entrada de produto no mercado e frágil logística do país", destacou Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia ao Agrimoney.com.

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Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

 

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