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10.04.2018La Niña impacta preços do trigo na CBOT e puxa cotações da soja e do milho

La Niña impacta preços do trigo na CBOT e puxa cotações da soja e do milho

La Niña impacta preços do trigo na CBOT e puxa cotações da soja e do milho

 

Mercado também aguarda relatório de oferta e demanda do USDA, que será reportado nesta terça-feira (10). No Brasil, valorização cambial alavanca preços e produtores avançam nos negócios.

Em véspera de um novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o jornalista João Batista Olivi, do Notícias Agrícolas, conversou com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, sobre este momento que deve chamar a atenção dos produtores e operadores de mercado, bem como a respeito das situações que estão postas nas cotações neste momento.

A safra norte-americana de trigo enfrenta graves problemas em função de um inverno frio e seco. A Ucrânia, por sua vez, também saiu de um inverno rigoroso na semana passada e agora volta para um clima de primavera. Estes fatores prejudicam o plantio que irá vir para o milho, bem como a qualidade do trigo que está nos campos. Desta forma, as commodities apresentam um movimento positivo puxadas por uma alta de mais de 20 pontos no cereal.

O milho, em comparação com o ano passado, deverá ter bons momentos no mercado brasileiro, já que este é negociado nos portos cerca de R$10 acima do mesmo momento no ano passado para as posições de setembro a novembro. Com a safrinha a caminho, este cenário poderá ser benéfico para os produtores.

A China, por sua vez, deverá precisar ainda da soja norte-americana - cerca de 35 milhões de toneladas terão de vir do país com o qual os asiáticos enfrentam uma guerra comercial, embora o país tenha tudo para ser o líder nessa disputa. Esse cenário limita o avanço em Chicago mesmo com a redução de área nos Estados Unidos e a quebra na Argentina.

Confira a entrevista completa com Brandalizze no vídeo acima.

Nos EUA, faltam chuvas no Oeste e sobra frio no Leste (AGresources)

Os futuros da soja abriram a semana em alta expressiva, impulsionada por preocupações climáticas nos Estados Unidos.

O cenário meteorológico norte-americano continua se dividindo em duas situações:

1) Nas Planícies, oeste do país, a falta de chuvas prevalece, sem umidade ideal para um plantio da safra principal;

2) No Cinturão Agrícola, lado leste, as temperaturas permanecem mais frias que a média para o atual período, dificultando o derretimento da crosta de gelo sobre o solo e impedindo o processo de plantio adequado.

A especulação sobre o embate comercial dos Estados Unidos e a China perdeu forças na manhã desta segunda, com o presidente Trump indicando possibilidades de acordos bilaterais entre os integrantes desta "briga".

A administração estadunidense também garante que os produtores do país não serão lesados por qualquer eventual imposição tarifária por parte chinesa.

No Brasil, o câmbio segue desvalorizando o Real diante de incertezas políticas que rodeiam a elegibilidade de Lula, que já cumpre sua condenação.

Clima melhora na Argentina

Nos mapas climáticos atualizados neste começo de semana, o padrão de estiagem continua sobre o Mato Grosso do Sul, São Paulo e toda região Sul do Brasil.

O cenário em tais estados é preocupante, principalmente para o produtor de safrinha.

No Centro-Norte brasileiro, as chuvas continuam favorecendo as lavouras, principalmente no MATOPIBA e no norte de Goiás e Mato Grosso. Para estas regiões, nenhuma preocupação generalizada é observada durante o mês de abril, o qual já possui uma tendência comum de redução de índices pluviométricos.

Para a Argentina, as precipitações entram em um ciclo mais regular neste segundo trimestre de 2018.

Chuvas serão constantes e de significância, aliviando a tensão climática gerada durante a seca recente.

Continua sendo improvável qualquer recuperação acentuada da safra de soja argentina, no entanto o clima será benéfico para o plantio do trigo.

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Por: João Batista Olivi
Fonte: Notícias Agrícolas

 

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